Hungry & Foolish 0 – Stay Hungry, Stay Foolish.

Este é o episódio zero do Hungry & Foolish, onde conto um pouco mais sobre o propósito do projeto e o que esperar dos próximos episódios.

Caso você esteja na dúvida se vale ou não investir seu tempo ouvindo o podcast, este episódio irá tirar suas dúvidas.

Principais assuntos discutidos no episódio:

  1. Por que o Hungry & Foolish foi criado?
  2. O que esperar dos próximos episódios
  3. Por que o nome é Hungry & Foolish, e não qualquer outro mais simples?

Referências mencionadas:

  • O famoso discurso em Stanford de Steve Jobs, de onde a frase “Stay Hungry, stay foolish” se popularizou:

Tem algum feedback, sugestão de tema ou convidado para os próximos episódios?

Quero muito te ouvir, para poder melhorar a qualidade do episódios sempre. Caso queira trocar figurinhas sobre qualquer assunto, é só me mandar um e-mail para [email protected] ou entrar em contato através de alguma dessas redes sociais:

Transcrição do episódio

Introdução

Olá, seja bem vindo ao Hungry & Foolish!

Se você está ouvindo esse episódio zero, de estreia, provavelmente este é o seu primeiro contato com o podcast.

Talvez algum amigo tenha te indicado, ou você me encontrou aleatoriamente pela web.

Provavelmente você leu um pouco sobre, mas ainda está se perguntando: sobre o que é esse tal de Hungry & Foolish?

Estou gravando este episódio para te ajudar a decidir se o Hungry & Foolish é ou não para você, e se vale a pena você seguir ouvindo.

Por que o Hungry & Foolish foi criado?

As primeiras perguntas que preciso responder aqui, obviamente, são: O que é o Hungry & Foolish? Porque este projeto foi criado? Qual é o propósito por trás?

Resumindo, o Hungry & Foolish foi criado tanto por uma necessidade pessoal, quanto pela necessidade padrão que sempre percebi nas pessoas ao redor desde que iniciei minha carreira profissional.

O padrão que identifiquei foi que existem dois tipos de profissionais: os que estão insatisfeitos com o momento atual, e os que estão satisfeitos.

Normalmente a insatisfação sempre vem com uma causa associada: a estagnação. Seja a estagnação de ficar anos num trabalho desalinhado com os propósitos pessoais, ou de não ter a flexibilidade de poder mudar de um emprego onde tem que lidar com um chefe ruim, por exemplo.

Muitas vezes, essas pessoas estão estagnadas porque não desenvolveram certas habilidades universais que são necessárias para evoluírem. Inclusive, até mesmo no caso de pessoas que estão satisfeitas com a situação atual, e estão em ascensão, a necessidade de desenvolver essas habilidades para continuar crescendo é a mesma.

Especialmente no caso de profissionais mais jovens, nos primeiros 10 anos de carreira, essas habilidades são diferenciais e extremamente necessárias.

A minha necessidade pessoal entrou muito nesse ponto também: eu abandonei a faculdade de economia, então sempre tive que compensar minha falta de diploma com uma comprovação a mais na forma de habilidades e performance.

Você deve estar pensando: “Tá, isso é óbvio. Mas, quais exatamente são essas habilidades?”

Dou alguns exemplos:

  • se adaptar rápido,
  • ser produtivo,
  • lidar com síndrome do impostor,
  • ter uma boa comunicação e ser persuasivo,
  • saber escutar,
  • lidar com burnout,
  • disciplina,
  • saber ajustar seu próprio mindset,
  • aprender em um ritmo mais rápido do que a média,
  • motivar e engajar equipes,
  • inteligência emocional
  • trabalhar em grupo
  • especialmente no caso de millenials, é importante saber lidar com ansiedade

Enfim, a lista é grande.

Parece clichê de descrição de emprego, ou papinho de RH, mas é verdade.

São habilidades universais por que elas são necessárias para você evoluir independente se você é contribuidor individual, gestor, freelancer ou empreendedor, e também, independente da área e de qual é seu emprego, de fato.

Um atleta precisa ter garra e resiliência da mesma forma que um empreendedor de tecnologia.

Um músico precisa saber lidar com a síndrome do impostor, aqueles momentos em que você não se sente bom o suficiente, da mesma forma que um gestor de um time de designers recém promovido.

Uma pessoa que vive como freela precisa ter uma boa comunicação e persuasão para se comunicar com os clientes da mesma forma um estagiário no setor financeiro de uma grande empresa precisa para poder crescer.

Um YouTuber precisa ser produtivo para manter a regularidade de postagem de vídeos da mesma forma que um desenvolver precisa para escrever código.

Enfim, acho que a ideia ficou clara.

Todas essas são habilidades universais e obrigatórias que, se você não desenvolver, e, principalmente se não desenvolver cedo na carreira, você vai cair muito rápido na estagnação. De novo, independente do seu cargo, área profissional, ou objetivo.

E no momento que você estiver estagnado, provavelmente você irá entrar para a estatística de profissionais que odeiam o trabalho.

Odiar o trabalho, apesar de para muitos ser considerado o padrão, é um tiro no pé na vida.

Se você colocar na ponta do lápis, vai perceber que entre seus 20 e 65 anos, período médio que dura nossas carreiras, nós passamos mais de 1/3 das horas que estamos acordados trabalhando.

Se você desperdiçar esse tempo estagnado, em uma carreira que não consegue evoluir, executando uma atividade que você não gosta, trabalhando com pessoas que você não se dá bem, você está literalmente desperdiçando 1/3 da sua vida dos 20 aos 65.

Resumindo, este foi o motivo do Hungry & Foolish ter começado: todos profissionais, especialmente os mais jovens na carreira, independente se estão satisfeitos ou não no momento atual, precisam desenvolver essas habilidades para conseguirem crescer.

Hoje ainda é muito difícil aprender essas habilidades comportamentais

Depois de ter tido essa realização, comecei a pensar no quão difícil é desenvolver estas habilidades, tanto na minha experiência pessoal quanto no que já vi de outras pessoas.

Em qualquer empresa, normalmente você só recebe treinamentos para desenvolver habilidades específicas para o seu cargo. Obviamente elas são importantes, mas não o suficiente.

Se você for subindo de cargo, é mais difícil ainda: é assustador o número de contribuidores individuais que assumem um cargo de liderança e não possuem nenhum treinamento para tal.

No caso de profissionais autônomos ou com trabalhos não convencionais, é especialmente difícil já que você não tem em ninguém onde se apoiar ou referências de fácil acesso.

Por que a mentoria é a melhor forma de aprender

Normalmente, o melhor caminho para aprender tudo isso é através de mentoria, conversando com alguém que já passou pela mesma situação. Aprender com o erro dos outros é muito mais simples do que ficar batendo a cara na parede sozinho.

Inclusive, recomendo que você busque um mentor, o terceiro episódio do podcast é sobre o assunto.

Mas, ao mesmo tempo, nem todo mundo tem um acesso a um mentor, e é difícil chegar e simplesmente bater na porta de alguém foda e pedir para essa pessoa te pedir ajuda.

Foi aí que pensei: porque não criar um podcast, gravando conversas fodas com profissionais que admiro, para entender como eles chegaram lá e assim compartilhar este conhecimento com os ouvintes?

O porquê do formato do Hungry & Foolish

O formato do Hungry & Foolish surgiu assim. A ideia em todo episódio é dissecar os convidados, sempre num tom bem pessoal e compartilhando histórias específicas, praticamente uma mentoria em áudio aberta para quem quiser ouvir.

Como tinha dito mais cedo, as habilidades que trataremos aqui são universais. Por isso, vocês irão ouvir podcast com profissionais de diversas áreas. Muita gente subestima o quanto pode aprender com profissionais de diferentes área, me incluo nessa lista.

No futuro vocês ouvirão episódios do Hungry & Foolish com profissionais de todas áreas imagináveis. Podemos aprender muito, por exemplo, sobre disciplina com um atleta, sobre relacionamento com um advogado ou sobre criatividade com um comediante, ainda que nossa carreira não tenha absolutamente nenhuma relação com ser atletismo, advocacia ou comédia.

Normalmente subestimamos o quanto podemos aprender com profissionais de diferentes áreas por que costumamos confundir emprego com trabalho. São coisas muito diferentes. Emprego é o ofício que lhe dá dinheiro, e ele é desenvolvido exclusivamente com essa intenção. O trabalho é um projeto de vida que alguém faz construído a partir de um ideal, com foco em crescimento, e para entregar uma contribuição para o mundo. Quero trazer aqui pessoas que trabalham de fato, não só pessoas que tem um emprego.

Obviamente, dei uma resumida aqui, existe muito mais história por trás de como o Hungry & Foolish foi criado, e também muito caminho pela frente

Vocês irão notar que, por exemplo, nos primeiros 4 episódios eu, Mateus, não sou o único host. O Gabriel Fraga iniciou o projeto junto comigo, mas antes do lançamento ele assumiu o cargo de Gestor de Inside Sales em uma startup. Como gestor de primeira viagem em uma startup, o tempo dele estava muito limitado, então acabou focando apenas na startup, e eu sigo como host único.

Enfim, em um episódio no futuro posso explorar melhor meu background e como o podcast foi criado. Mas os holofotes aqui estão todos nos convidados, e não em mim. Sou só mais uma pessoa comum que quer aprender tanto quanto você que está me ouvindo.

O porquê do nome ‘Hungry & Foolish’

Ah, uma última coisa que é importante tratar é o porquê do nome Hungry & Foolish.

Quando fui pensar em um nome, precisei buscar um nome que refletisse o propósito do podcast que acabei de compartilhar com vocês, de trazer conteúdo a partir de profissionais fodas no mercado, e ajudar jovens profissionais que estão buscando se desenvolver.

Poderia ter escolhido um nome em português, o que facilitaria até pessoas que não nos conhecem a nos achar pelas buscas nos agregadores de podcasts, por exemplo.

Mas nesse momento lembrei de ‘Hungry & Foolish’, porque já tinha usado este nome em projetos pessoais meus anteriores.

A ideia do nome surgiu originalmente a partir do famoso discurso do Steve Jobs para formandos em Stanford. Na palestra de 14 minutos o Jobs fala de como ele tomou decisões importantes de carreira, sobre amar o que você faz, e finaliza com a frase “Stay hungry, stay foolish”. Foi uma frase que leu na contra-capa de um almanaque, o equivalente de uma frase de parachoque de caminhão aqui no Brasil.

Essa frase foi o conselho final que o Steve Jobs deixou naquela palestra. O conceito é bem atemporal, e significa que não importa o que você já tenha feito, ou tudo que atingiu, mantenha-se faminto por novas experiências e aprendizado, e mantenha-se humilde e certo de sua ignorância, que você nunca terá “chegado lá”. Sempre há algo a aprender. Sempre há algo a melhorar. Stay hungry, stay foolish.

Essa frase tem um significado tão incrível que a decisão de escolha de nome acabou sendo simples.

Se você nunca assistiu, ou já assistiu e não lembra direito, recomendo fortemente rever a palestra. Já assisti no mínimo umas quinze vezes, e a cada nova assistida eu saio com novos insights.

Encerramento

Agora sim, chegamos ao final do episódio.

O Hungry & Foolish é o podcast que eu queria ter ouvido desde quando iniciei minha carreira, e espero poder ajudá-lo a dar o próximo passo na sua vida e carreira também.

Para isso, preciso conseguir melhorar os episódios sempre, e é necessário um contato próximo com você ouvinte. Então se você tiver feedbacks, sugestões de melhoria, temas, convidado, ou se quiser só bater papo mesmo, é me chamar no e-mail [email protected] Todos meus contatos e LinkedIn estão no site.

Espero ter esclarecido um pouco da ideia. Muita coisa ainda vai mudar. Meu objetivo é ter esse podcast melhor a cada episódio. Quero olhar para trás, daqui a 1 ano, e ter vergonha da qualidade dos primeiros episódios.
O Hungry & Foolish está disponível no Apple Podcasts, Anchor, Google Podcasts, Stitcher e todos principais agregadores de podcasts.

Lançamos nossos episódios todas manhãs de segunda-feira, para você já ouvir no caminho para o trabalho, e te entregar ferramentas que pode aplicar já durante a semana.

Para a acessar as notas desse episódio, e dos próximos também, é só acessar o site.

Aproveita que você já está no site, e se inscreva na Hungry Friday, a newsletter do Hungry & Foolish complementar aos episódios. Semanal, sempre bem curtinha e direta ao ponto, com recomendação dos melhores conteúdos que estou lendo sobre carreira na web. Conteúdos exclusivos que só compartilho lá.

Quando ouvir os outros episódios, nos avaliem com 6 estrelas no iTunes, é importante receber seu feedback e ajuda bastante o podcast ser conhecido.

E se você acha que esse podcast pode ser útil para alguém que você conhece, junte-se a compartilhe o episódio!

Espero contar com a sua audiência toda segunda-feira, e lembre-se: STAY HUNGRY. STAY FOOLISH.

Abraço.